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por Jéssica Costa
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As verdadeiras razões do Jogo Baleia Azul


Artigo sobre o Jogo Baleia Azul



Por J.Costa Postado em 10/05/2017



A onda da Baleia Azul

Precisamos cuidar das nossas crianças. Não apenas num período específico, em que um jogo macabro se espalha pelo mundo para estimular a automutilação e o suicídio de adolescentes, mas em todo o tempo. É no cotidiano que os pais devem educar e demonstrar amor, mas infelizmente a “falta de tempo” talvez tem sido uma das principais razões para o não cumprimento do seu papel. Não trato aqui de culpa, e essa não é a proposta. Me sensibilizo com a dor de todas as pessoas que perderam seus filhos, e realmente espero que tenham muita força. Só acredito que devemos nos unir, enquanto mães e pais, para mudar esse cenário.  

“A vida está tão corrida”, costumo ouvir. De fato, mas quais têm sido as prioridades? O que é possível sacrificar para ter mais tempo? Hoje, por conta das longas jornadas de trabalho, muitas crianças passam o dia com os vizinhos, avós, babás ou professores em escola integral. E quando têm a oportunidade de ter um momento com a família, geralmente assistem televisão ou ficam entretidas no smartphone. Vai uma dica: tenha um momento de ouro com o(a) seu(ua) filho(a). Tem uma hora ou apenas 30 minutos? Tudo bem. Aproveite esse tempo para interagir com a criança. Brinque, converse, abrace, beije, eduque.

Quase não se fala, mas há situações de abandono, maus-tratos, reflexos na adolescência de uma infância não vista. Existe criança que não se sente amada. Para dar sentido a sua vida, o ser humano precisa se sentir aceito e importante, e isso na criança é muito forte. Quando não acontece, começam as tentativas de chamar atenção e maus comportamentos. Esses são alguns dos sinais que temos que perceber e tratar na infância. Se não, vira uma bola de neve.

Outro ponto importante é o monitoramento. A criança entra na escola, vira adolescente e os pais não acompanham. O uso da tecnologia está descontrolado. É mais cômodo deixar as crianças no telefone. Onde está o equilíbrio?  A infância tem que ser vista e amparada. Requer cuidados. Tem que saber o que os filhos estão fazendo e quem são os seus amigos. Hoje em dia, até mesmo pela carência, os pais fazem todas as vontades das crianças para se sentirem amados. Temos que ter atitudes de educador, ser exemplo e referência.

 

Estou realmente chocada com tantas notícias de suicídios de jovens, ligados ou não à jogos. Nesta semana observei adolescentes escutando os desafios da “Baleia Azul”, achando que o dito é verdade e que não podem falar com ninguém. Ainda começa o bullying dos colegas: “Você é frangote. Não consegue jogar porque é um fraco”. Chega! Precisamos dar um basta nisso. Vamos nos unir pela vida da nossa juventude.

Por Jéssica Costa

Artigo publicado no Jornal A Tarde no dia 21/04/2017.



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